Desde 1613 já existe relatos de Daniel de La Toche, capitão Francês, sobre as costas de Virianduba, quando saiu do Maranhão em direção ao Mar Dulce (Rio Amazonas), ele desembarcou na região mais peninsular e tentou se abastecer, assim como, conhecer os índios tupinambás que viviam na região. A estadia do Capitão foi breve, e logo rumou para seu destino.
A efetiva colonização portuguesa se deu na região com a tentativa de prevenir os frequentes naufrágios nas imediações da costa paraense, e devido a existência de barrancos de areias em áreas como na frente de Virianduba, porquanto achava-se insuficientes as fogueiras que guiavam as embarcações, determinou o então governador do Grão-Pará e Maranhão, que fosse construída uma guarita em local estratégico, de onde o vigia pudesse avisar os navegantes, com tiros de canhão, a proximidade do canhão de entrada e de um banco de areia nas proximidades.
Com a efetiva colonização do homem branco, Virianduba – Terra de Pássaros – passou a se chamar Salinas. Nome que provinha da existência de salinas naturais encontradas em toda a costa.
Para substituir a antiga forma de sinalização na região, foi construído um Farol Náutico, visto que o Canhão de sinalização foi abalado pela fúria do mar. Em 1852 inaugurava-se o primeiro Farol, construído em um barranco na Ilha do Atalaia, sobre uma base de pedra, tijolo e cal, de 20 metro de altura por 8 de diâmetro. O seu alcance era de 20 metro e resistiu por 70 anos.
Na segunda metade do século XX Salinópolis já era uma cidade simpática e já recebia turistas de varias regiões, começou então a haver o processo de valorização imobiliária do espaço e consequentemente a intensificação do avanço antrópico sobre as áreas até então com natureza virgens, principalmente na região do Maçarico, em seguida na Área do Atalaia.
A AÇÃO ANTRÓPICA NA PRAIA DO ATALAIA
O advento da cidade como ponto turístico do Estado provocou uma série de mudanças sócio-econômicas e ambientais na cidade. No que se refere ao meio ambiente, passou-se a ser mais evidenciado o avanço da ação do homem nas áreas de manguezais e em matas virgens. A ação antrópica ainda é muito evidenciadas nas praias de Salinópolis, e as que sofrem ação mais intensa são as praias do Atalaia e do Maçarico.
A praia do Maçarico recebeu há pouco mais de uma década a Orla, evitando a entrada de automóveis na mesma, possibilitando então um processo de sucessão ecológica, pois as áreas de dunas passaram a ter vegetação, e esta vegetação já está de médio porte.
Já a Praia do Atalaia ainda é aberta à circulação veicular e recebe uma grande quantidade de turistas durante as temporadas, percebe-se então um intenso pisoteiamento das areias, assim como, as precárias estruturas logísticas dos quiosques (barracões) existentes na mesma, pois suas condições sanitárias impelem detritos, na maioria das vezes direto no mar. Ainda é percebível no Atalaia a falta de coleta regular de lixo na praia, desta forma, o que acontece é que os usuários da praia deixam seus restos de consumo e lixos na praia.
É notável então que algumas ações regulatórias do uso da raia do Atalaia devem ser feita para melhor conservar a praia, buscando diminuir, acima de tudo, a agressão ao meio ambiente.
Uma busca incessante pela explicação daquilo que envolve o homem. E assim, também, pela explicação da ação humana sobre aquilo que lhe rodeia... Esse é o Ser Historiador numa era onde...TUDO QUE É SÓLIDO SE DESMANCHA NO AR... Mas, então, e a História? Isto é História?
sexta-feira, 18 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
PENSANDO SOBRE A CIÊNCIA HISTÓRICA...
TEORIA E METODOLOGIA DA HISTÓRIA
O que é História?
Antes de começarmos o estudo da História é preciso entender as minúcias deste termo, pois o mesmo pode ser entendido como polissêmico, visto que de acordo com o tempo ganhou adaptações conceituais.
O filósofo Voltaire, ao tratar do conceito de História, em seu Dicionário Filosófico, argumenta que “História é a narração de fatos verdadeiros, ao contrário da fábula, narração de fatos fictícios”. E continua: “O início de toda história está nas narrativas que os pais contam aos filhos e são transmitidas de geração a geração” (p. 267).
A visão do Filósofo Voltaire era de uma história atrelada à Filosofia, mãe das Ciências, e não a de uma Ciência Histórica, pois o mesmo viveu no século XVIII, quando a História começa a ter outro sentido, consolidado no século XIX, desta forma, para ele a história era uma simples narrativa.
Já o Dicionário de Conceitos Históricos (Silva e Silva, 2006), emerge um significado mais contemporâneo para o termo em questão. Para os autores, “a função da História é fornecer explicações para as sociedades humanas, sobre suas origens e as transformações pelas quais estas passam. Essas explicações, por mais diversas que sejam, são feitas sempre sobre uma base comum, a temporalidade”.
A concepção de história mais influente no século XX e XXI é a de Marc Bloch. Para ele, a verdade era um dois princípios fundamentais da História, algo que o historiador deveria procurar identificar. Caberia assim, ao historiador, a tarefa de julgar os fatos, tentando alcançar a verdade.
Para o Historiador Eric Hobsbawm, o passado e a História são usados para legitimar ações do presente, ações políticas de diferentes cunhos, nacionalistas, étnicos, etc. E nesse caso, o historiador não pode se furtar a criticar seus maus usos.
Os métodos do estudo da História
Para os metódicos – os positivistas hoje são mais conhecidos – a História era feita de documentos escritos, sendo a principal tarefa do historiador era recolhê-los e submetê-los à crítica externa e à crítica interna para comprovar sua autenticidade. Nessa concepção, os documentos transmitiam o conhecimento histórico por si. Assim, segundo essa corrente, o documento era a prova concreta e verídica de um passado imutável que não precisava ser interpretado.
Mas, a partir da década de 1930, um grupo de historiadores franceses associados a revista Annales, impulsionaram a crítica à essa concepção de documento, influenciados por Karl Marx, precursor da contestação da pretensa objetividade imparcial da História, não , ainda no século XIX. Para Marx, todo historiador estava ligado a uma classe, não podendo ser imparcial, premissa que guiou a pesquisa dos materialistas históricos e dos Annales para o campo da interpretação e da análise, mudando o conceito de documentos.
A partir de então, o fato histórico deixou de ser entendido como dado de forma verídica e real pelos documentos; ele precisaria ser construído pelo historiador a partir de uma conjunção de fatores presentes e passados.
Ao mesmo tempo, uma emergente metodologia histórica, a História Oral, trouxe idéias inovadoras para a noção de fonte histórica, principalmente por criar seus próprios documentos: as entrevistas. O registro oral é o documento construído pelo historiador, tomando como base a memória do entrevistado.
O trabalho do Historiador
O historiador se apropria de muitas outras ciências, teorias, métodos e técnicas, buscando sempre atender sua tarefa primordial: “apreender o todo como uma combinação particular de seus elementos”. Seguindo isto, alguns historiadores parecem perceber a evolução da humanidade como um processo que parte gradativamente de um estado de completa homogeneidade para um de crescente diferenciação e complexidade social.
Nessa evolução, nossos ancestrais vêm deixando, há milhões de anos sinais de sua existência, como restos de construção, objetos de usos domésticos, vestimentas, calçados, obras de arte, pinturas, cartas.
Os historiadores chamam esses materiais de diferentes formas: documentos históricos, fontes históricas ou evidencias históricas.
Em seu trabalho de reconstrução do passado, portanto, os historiadores usam tanto informações de textos escritos quanto de outros tipos de evidencia, como pinturas, fotografias ou instrumento de uso cotidiano. Com isso, podem interpretar tanto a História das sociedades que possuíam escritas quanto a das que não a dominavam, e assim desvendar o passado das mais diferentes regiões do mundo.
O que é História?
Antes de começarmos o estudo da História é preciso entender as minúcias deste termo, pois o mesmo pode ser entendido como polissêmico, visto que de acordo com o tempo ganhou adaptações conceituais.
O filósofo Voltaire, ao tratar do conceito de História, em seu Dicionário Filosófico, argumenta que “História é a narração de fatos verdadeiros, ao contrário da fábula, narração de fatos fictícios”. E continua: “O início de toda história está nas narrativas que os pais contam aos filhos e são transmitidas de geração a geração” (p. 267).
A visão do Filósofo Voltaire era de uma história atrelada à Filosofia, mãe das Ciências, e não a de uma Ciência Histórica, pois o mesmo viveu no século XVIII, quando a História começa a ter outro sentido, consolidado no século XIX, desta forma, para ele a história era uma simples narrativa.
Já o Dicionário de Conceitos Históricos (Silva e Silva, 2006), emerge um significado mais contemporâneo para o termo em questão. Para os autores, “a função da História é fornecer explicações para as sociedades humanas, sobre suas origens e as transformações pelas quais estas passam. Essas explicações, por mais diversas que sejam, são feitas sempre sobre uma base comum, a temporalidade”.
A concepção de história mais influente no século XX e XXI é a de Marc Bloch. Para ele, a verdade era um dois princípios fundamentais da História, algo que o historiador deveria procurar identificar. Caberia assim, ao historiador, a tarefa de julgar os fatos, tentando alcançar a verdade.
Para o Historiador Eric Hobsbawm, o passado e a História são usados para legitimar ações do presente, ações políticas de diferentes cunhos, nacionalistas, étnicos, etc. E nesse caso, o historiador não pode se furtar a criticar seus maus usos.
Os métodos do estudo da História
Para os metódicos – os positivistas hoje são mais conhecidos – a História era feita de documentos escritos, sendo a principal tarefa do historiador era recolhê-los e submetê-los à crítica externa e à crítica interna para comprovar sua autenticidade. Nessa concepção, os documentos transmitiam o conhecimento histórico por si. Assim, segundo essa corrente, o documento era a prova concreta e verídica de um passado imutável que não precisava ser interpretado.
Mas, a partir da década de 1930, um grupo de historiadores franceses associados a revista Annales, impulsionaram a crítica à essa concepção de documento, influenciados por Karl Marx, precursor da contestação da pretensa objetividade imparcial da História, não , ainda no século XIX. Para Marx, todo historiador estava ligado a uma classe, não podendo ser imparcial, premissa que guiou a pesquisa dos materialistas históricos e dos Annales para o campo da interpretação e da análise, mudando o conceito de documentos.
A partir de então, o fato histórico deixou de ser entendido como dado de forma verídica e real pelos documentos; ele precisaria ser construído pelo historiador a partir de uma conjunção de fatores presentes e passados.
Ao mesmo tempo, uma emergente metodologia histórica, a História Oral, trouxe idéias inovadoras para a noção de fonte histórica, principalmente por criar seus próprios documentos: as entrevistas. O registro oral é o documento construído pelo historiador, tomando como base a memória do entrevistado.
O trabalho do Historiador
O historiador se apropria de muitas outras ciências, teorias, métodos e técnicas, buscando sempre atender sua tarefa primordial: “apreender o todo como uma combinação particular de seus elementos”. Seguindo isto, alguns historiadores parecem perceber a evolução da humanidade como um processo que parte gradativamente de um estado de completa homogeneidade para um de crescente diferenciação e complexidade social.
Nessa evolução, nossos ancestrais vêm deixando, há milhões de anos sinais de sua existência, como restos de construção, objetos de usos domésticos, vestimentas, calçados, obras de arte, pinturas, cartas.
Os historiadores chamam esses materiais de diferentes formas: documentos históricos, fontes históricas ou evidencias históricas.
Em seu trabalho de reconstrução do passado, portanto, os historiadores usam tanto informações de textos escritos quanto de outros tipos de evidencia, como pinturas, fotografias ou instrumento de uso cotidiano. Com isso, podem interpretar tanto a História das sociedades que possuíam escritas quanto a das que não a dominavam, e assim desvendar o passado das mais diferentes regiões do mundo.
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